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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A favor do tédio

"O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos"

Benedetto Croce
(como citado por Calligaris em sua coluna de hoje)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Corrige-te enquanto há tempo!

"Toda a segunda metade da vida de um homem é constituída apenas dos hábitos acumulados na primeira".

Fiódor Dostoiévski
(Em "Os Demônios", Paulo Bezerra (trad.), Editora 34, 4a edição, 2004, pg 264)

domingo, 11 de novembro de 2012

Linha de Sombra

"Apenas os jovens têm tais momentos. Não me refiro aos muito jovens. Não. Os muito jovens não têm, a bem dizer, momento algum. É um privilégio do começo da juventude viver adiante de seus dias, em toda a bela continuidade de esperança que não conhece pausas ou interrupções.

Fecha-se atrás de si o pequeno portão da mera meninice - e adentra-se um jardim encantado. Até as sombras aqui resplandecem cheias de promessas. Cada curva da vereda tem suas seduções. E não porque se trate de um país desconhecido. Sabe-se muito bem que a humanidade toda já trilhou aquela senda. É o encanto da experiência universal, da qual se espera extrair uma sensação incomum ou pessoal - um algo que seja só nosso.

Vai-se reconhecendo os marcos dos predecessores, excitado, divertindo-se, aceitando a boa como a má sorte - as rosas e os espinhos, como se costuma dizer -, o pitoresco lote padrão, que guarda tantas possibilidades para os merecedores, ou talvez para os afortunados. Sim. Vai-se adiante. E o tempo, também, caminha - até que se percebe logo adiante uma linha de sombra avisando-nos que também a região da mocidade deverá ser deixada para trás.

Este é o período na vida no qual os tais momentos de que falei costumam aparecer. Que momentos? Ora, os momentos de tédio, de desânimo, de insatisfação. Momentos temerários. Quero dizer, momentos em que os ainda jovens estão propensos a cometer gestos temerários, como casar-se de repente ou então abandonar um emprego sem motivo algum..."

Joseph Conrad
(Em "A Linha de Sombra", Maria Antonia Van Acker (trad.), Hermus 2003, pg 15)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Juventude em tempos de eclipse



"Eu nunca fui jovem. Só agora que tenho quase 70. E isso é a cara dos nossos tempos de eclipse: que os jovens sejam velhíssimos. Porque é a morte da imaginação."


Do filme de Mariano Cohn e Gastón Duprat, "Querida, voy a comprar cigarrillos y vuelvo" (2011), baseado no conto de Alberto Laiseca.